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Os próximos dias serão decisivos para o futuro de Portugal, enquanto Estado de Direito e enquanto espaço de autêntico respeito e promoção de cidadãos livres e responsáveis. Joga-se muito e em assuntos muito sérios, que terão um impacto crucial na vida dos portugueses. De momento focar-me-ei num apenas, pela proximidade a que me toca e porque entendo estar no leque dos mais determinantes.

Refiro-me ao caso já muito badalado pelos quatro cantos do país (ao que tenho apurado) do qual os meus pais, Artur e Paula, e os meus dois irmãos mais novos, Rafael e Tiago, são os principais protagonistas. Não obstante a minha perplexidade face à contínua insistência do Estado em querer vergar e vexar os meus pais naquilo que eles entendem ser um direito fundamental que lhes é devido, é com um imenso orgulho e agradecimento que tenho a dita de estar junto deles neste processo, que já é, pelo que tenho testemunhado, uma causa comum de muitas famílias portuguesas. Mais do que uma defesa, porque o valor e a determinação dos meus pais a dispensa, tenciono prestar-lhes um profundo agradecimento, apelar a todos ao seu exemplo e defender a oportunidade desta causa, que une toda a nossa família, em favor das liberdades fundamentais que nos são devidas, como é a de educação.

Não me enganei: todos em casa, tanto os nossos pais como os seus seis filhos, dos quais sou o mais velho, estamos unidos, com plena sintonia, em todo este assunto; e serenamente dispostos, sozinhos ou acompanhados, a levá-lo até às últimas consequências, e até que se reponha a justiça e que se cumpra o Direito que nos protege. E mais! Os filhos, e em nome de todos eles falo agora, estamos profundamente gratos e sinceramente orgulhosos pelos valentes pais que temos, e pelo exemplo tão eloquente e corajoso de autêntica liberdade e de valorosa cidadania que sempre nos deram, e particularmente agora com a sua postura perante este processo. Mais do que teorias e conversas de guiões gerais e entediantes, temos em casa grandes exemplos de verdadeira (diria mesmo, heroica) cidadania, que nos têm dado lições que não esqueceremos: nem nós nem muitos portugueses. É para riscar essa versão de que somos vítimas de uns pais opressores e intolerantes. Inclusive, isso é para nós, filhos, um doloroso insulto que repudiamos com veemência. Se ainda houvesse dúvidas a este respeito, ficam aqui esclarecidas. Resta-nos poder estar à altura de corresponder ao legado que nos estão a deixar.

Como 18 candidatos num estado descobriram as suas verdadeiras identidades semanas antes das eleições

O México foi a votos no domingo dia 6 de junho. Foi um enorme exercício democrático, as maiores eleições na história da nação. Noventa e três milhões de eleitores escolheram 500 deputados federais, 15 governadores estaduais, e os seus representantes em 30 congressos locais e 1.900 conselhos municipais.

Uma força política recente nestas eleições foi o Fuerza por México (FxM). Como todos os partidos recentes, promete uma nova vida para os mexicanos (como bem demonstra a sua atraente música de campanha). Por exemplo, é um partido ferozmente a favor dos direitos das mulheres. No vídeo de campanha abaixo, quatro mulheres denunciam com raiva a violência sexual. A última diz aos espectadores "al feminicida córtale los huevos!" - os homens que matam mulheres devem ter prisão perpétua e serem capados. 

 

Através da integração das informações de 45 proteínas, metabólitos e dados imunológicos, pesquisadores conseguiram identificar uma janela de duas a quatro semanas que antecedem o trabalho de parto de uma pessoa grávida. - Abby Olena, "Blood Biomarkers Predict the Onset of Labor: Study" ,The Scientist, 8 de maio

As palavras são importantes, especialmente quando são usadas como rótulos para descrever, caracterizar ou classificar um grupo de pessoas. A mudança na utilização destas palavras implica questionar o que a causou, quem a defendeu e por que foi feita.

Actualmente verifica-se que estamos a deixar de dizer “mulheres grávidas” para passar a dizer “pessoas grávidas”. Qual o significado desta mudança? Existe algum problema em dizer “pessoas grávidas” no lugar de “mulheres grávidas”, ou devemos acolher favoravelmente este desenvolvimento?

Quem, ou o que é uma pessoa, é importante porque a personalidade traz direitos e proteções. Portanto, esta mudança destina-se a beneficiar as mulheres grávidas? Por outro lado, será que se estão a contemplar as possibilidades, sem precedentes, abertas por novas tecnologias reprodutivas, e a afirmar, ou talvez até a promover, o que o professor de direito americano John Robertson chamou de “direito absoluto à liberdade reprodutiva” do indivíduo?

Gravidez masculina?

Por exemplo, a palavra “pessoa” visa acomodar a possibilidade de os homens biológicos terem bebés? Recentemente, algumas mulheres que receberam transplantes do útero conceberam com sucesso e deram à luz. Já se fala em fornecer aos homens esses transplantes - possibilitando que eles também concebam e deem à luz um bebé, presumivelmente por cesariana, embora a “gravidez masculina” possa representar sérios riscos para a criança.A defesa da substituição do termo “amamentação” por “apeitação”[1] é consistente com esta hipótese e mostra mais uma vez que uma mudança na redação não é apenas uma mudança semântica, mas de substância. “Apeitação” refere-se a homens biológicos que tomam hormonas femininas para desencadear a lactação e que lhes permite “alimentar o bebé” no peito. Alguns homens biológicos heterossexuais ou homossexuais querem fazer isso, assim como transexuais, de homens para mulheres. O Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra (NHS) instruiu as suas parteiras para usar o termo “apeitação” no lugar de “amamentação” ou “leite materno”, para respeitar as mulheres transexuais.  

Pode alguém ser transgénero aos quatro anos de idade? Matthew Stubbings e a sua esposa Klara Jeynes, ambos de 44 anos, da cidade inglesa de Doncaster, acreditam que sim. O seu “filho” Stormy nasceu como uma menina chamada Emerald. No entanto, a partir dos 18 meses, Emerald identificou-se como um menino, como o seu irmão gêmeo Arlo. Logo, eles estão a criá-lo como sendo um menino.

“A sua identidade de gênero, o que está na sua cabeça, não combina com o seu sexo físico”, escreveu o pai de Stormy no LinkedIn. “Estou tão orgulhoso por ele saber quem é, por não estar limitado pelas normas e preconceitos da sociedade.”

Felizmente para estas crianças e para os seus pais e, infelizmente, para os especialistas em clínicas de género, as últimas notícias acerca desta batalha levantam uma nuvem de dúvidas sobre a medicina transgénero. Esta parece-se cada vez mais como uma espécie de vudu do século XXI. Num conjunto de publicações, diversos médicos expressaram sua preocupação acerca da disponibilidade e facilidade com que se procede imediatamente a uma transição de género, bem como a sua rápida disseminação entre os jovens.

O Hospital Karolinska trava a fundo

Atualmente, a medicina transgénero utiliza as regras que constam do chamado Protocolo Holandês. Elas permitem-lhes aplicar bloqueadores da puberdade aos 12 anos (e mesmo aos 8-9, nalguns casos). Os tratamentos hormonais cruzados (testosterona para raparigas e estrogénio para rapazes) começam aos 16 anos.

No entanto, esta semana, o mundialmente conhecido Hospital Karolinska, na Suécia, refreou esta tendência - “um momento decisivo”, de acordo com a Society for Evidence-Based Gender Medicine (Sociedade para a Medicina de Género Baseada em Evidências). É a primeira vez que um grande hospital se desvia oficialmente das diretrizes da World Professional Association for Transgender Health (Associação Profissional Mundial para a Saúde Transgénero).

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